Visto de longe este amor parece simples, intenso e absolutamente verdadeiro,Visto de longeparece que não tem limites, dificuldades, não é passageiro,
Visto de longe nem se enxerga o objeto do seu desejo.
Que fascínio é este pelo jogo? Pela dúvida? Pela inconstância, a falta de circuntâncias ou pelas duas?
Um interesse descabido pelo desconhecido, pelo nebuloso e infinito caminho do talvez.
Repentino apresentado como velho conhecido, será costume? Não sei.
As palavras não se encaixam neste contexto, e a ordem dos fatores altera o resultado afinal.
Visto de longe, isto que parece tudo, é na verdade muito, muito normal.
Fantasiada na capa vermelha, talvez preta, mulher maravilha, perfeita, cheia de poder,
Alucinações causadas pelo enxergar sem ter.
A ausência tem dessas coisas, um efeito inesperado.
A falta de interesse tem esse jeito de colocar o entendimento ao contrário.
O quase amor tem esta aparência, do verdadeiro e grande amor disfarçado.
Esse mundo está de cabeça pra baixo.
Qualquer pessoa vendo de longe percebe que está entendendo tudo errado.
A fantasia vira pó, quando qualquer sentimento torna-se realidade,
a perfeição toma face humana, a carne comete erros e o medo mostra que há sinceridade.
Inspirando impulsos adolescentes, falta de regras, falta de senso,
isto que se chama sentimento.
Visto de longe qualquer um pode ser amado, esses amores platônicos estão em alta no mercado,
a ausência de conhecimento torna qualquer encantamento em amor.
Verdade seja realmente dita, ninguém quer só amar ou só ser amado nesta vida,
Não existe sentimento de um lado só...
Vendo de perto este amor exagerado, fica claro que ele está muito longe de ser amor.